segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aquelas crises de identidade...

Sempre que apareço por aqui, é porque estou passando por mais uma daquelas crises de identidade. Always. Foi assim em 2008, em 2009, 2010 e 2011. Não dei as caras em 2012, o que pode ser um bom sinal. Ou não.

Nas épocas em que postava nesse blog quase que constantemente, consegui reunir um bom grupo de leitores...colegas blogueiros, daqueles bem gente boa que fazem comentários cordiais nos seus posts e assim vão se criando laços blogueirísticos. Evidentemente, depois de milênios (já ultrapassei os séculos,nesse caso) sem postar, perdi todos os laços constituídos ao longo de posts e mais posts.

Tenho vontade de manter esse blog, juro que eu tenho! Mas só tenho o ímpeto de aparecer aqui de fato, quando estou no meio de uma dessas minhas crises de identidade. Pode ser que eu desapareça depois desse post e volte apenas na próxima crise de identidade, que pelos meus cálculos deve acontecer perto dos 30 (tenho 25). Pode ser que eu desenvolva alguns posts bobos durante a crise atual. Não sei, quem sabe?

Sinceramente, me acho muito desinteressante pra manter um blog. Não gosto de moda suficientemente pra forçar as pessoas a acompanhar meus "looks do dia". Minhas ideias políticas são assustadoramente extremistas para a juventude politicamente correta atual (calma, não sou nazista! apenas reaça demais!) e meus colegas comunistas rapidamente se recusariam a ler meu blog. Já pensei em narrar minhas aventuras em sala de aula, essas sim são divertidas, mas talvez apenas eu as ache divertidas. Eu gosto desse lance de cultura pop, mas acho que isso não atrairia leitores, a concorrência é forte por aí. Acho que não dou uma boa blogueira. Sorte das pessoas que nem lerão esse post.

Afirmo o que já afirmei outrora, não sei por quanto tempo posso sumir daqui, apesar da vontade (HOJE!) de manter esse blog...

É isso. Por hoje. Eu acho...whatever!




Ao som de: 

"E essa mania de lembrar de tudo feito um gravador..."


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não há lugar como o nosso lar....


Nessa minha empreitada pela Europa, descobri algo de suma importância: não há nesse mundo, cidade como São Paulo!

Já ouvi pessoas dizerem que não há no Brasil cidade como São Paulo, que ela é comparável apenas às outras grandes metrópoles mundiais como Paris, Tókio, New York ou Londres. Mas deixa eu contar o que eu descobri: não,não há!
Vocês não podem imaginar a minha cara de susto, na minha primeira noite em Paris ao tentar comer uma pizza às 23:30 (o sol lá esta época se põe às 22hs, diga-se de passagem) e levar o maior fora dos garçons de duas pizzarias,onde ainda havia gente comendo: "FERMÉ". E pronto.
"Meia noite em Paris", Champs-Élysées, tente achar algo pra comer pra ver o que te acontece...!
Mais uma, Amsterdam, domingo às 19:00 nos arredores da estação central....tudo fechando! Pois é...

Ouvi alguns dizerem que Buenos Aires é como São Paulo, não posso dizer com propriedade, pois nunca estive lá e nem quero...mas eu DUVIDO que seja igual.
Acredito que talvez, hajam cidades onde consegue-se achar algo aberto na madrugada...mas DUVIDO que alguma delas tenha tanta diversidade, tantas opções como a MINHA cidade (aah,que orgulho!)

Nenhuma cidade NESSE MUNDO é comparável à São Paulo...o que você quer comer às 4:00 da manhã? Porque, sim...nós temos!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Big Brother




" E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido - se todos os anais dissessem a mesma coisa- então a mentira se transformava em história, em verdade. "Quem controla o passado", dizia o lema do Partido, "controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado."
Orwell,George ; 1984

Apenas relembrando o verdadeiro Grande Irmão. Amigos historiadores, pensem a respeito!

xoxo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Apenas o Fim.



Universitários do meu Brasil (ou não...),se vocês ainda não assistiram 'Apenas o Fim',não sabem
o que estão perdendo...de verdade,corram para ver!

Principalmente para a nossa geração,é difícil não se identificar com esse longa-metragem que foi produzido pelos estudantes de cinema e artes cênicas da PUC-Rio. Acredito que é justamente isso que dá essa 'magia' ao filme, afinal, ninguém melhor para retratar uma geração do que a própria geração.
Escrito e dirigido pelo estudante Matheus Souza e filmado na própria universidade, Apenas o Fim conta a história do típico casalzinho universitário puquiano, formado por um 'nerd' e uma 'pós-moderna' (se é que posso assim rotulá-los). A trama se desenrola quando ela simplesmente e do nada comunica ao namorado que está indo embora e que eles tem apenas uma hora para se despedir...Os dois começam então um diálogo cheio de lembranças de fatos cotidianos do relacionamento.
Esses diálogos e lembranças,é claro,estão repletos de peculiaridades dessa nossa geração...coisas meio 'cultura pop' e outros elementos que remetem à nossa infância...Cavaleiros do Zodíaco,He Man,vovó Mafalda,Mc Donalds e Backstreet Boys...

Sabe quando você assiste a um filme e tem a impressão que ninguém no mundo vai gostar mais
dele do que você?Foi isso que eu senti com 'Apenas o Fim'. Juro,rolou uma super identificação...

E pra quem espera um roteiro hollywoodiano,pode esquecer...A impressão que eu tenho é que esse filme não é do tipo que vai agradar a todos os tipos de público,mas a um público bem específico. Acredito que seja necessário uma certa sensibilidade para entender o filme...porque embora não pareça,as questões 'existencialistas' da personagem que resolve ir embora e romper com o relacionamento,na minha opinião é claro,são bastante comuns em certos momentos da vida universitária.
Ah claro,fora o Gregório Duvivier que interpreta muitíssimo bem,com um toque de sarcasmo que eu adoro!
Enfim,enfim...Matheus Souza e a sua equipe puquiana (só podia ser...hahaha) estão de parabéns!

O cinema brasileiro se mostra cada vez mais interessante...por isso,assistam!
E pra quem ficou curioso,um dos trailers:

sexta-feira, 12 de junho de 2009

...mas eu saquei que sou uma goiabeira.


''o meu compromisso
com a minha natureza
de não ser igual
nasci no meio
de milhares de pinheiros
mas eu saquei que sou uma goiabeira
na geometria desse mundo
me disseram que eu sou quadrado
mas eu sou triangular
ou, quem sabe, circular''
(Tijuquera)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

transição,complexidade,subjetividade e muitas dúvidas!




"Eu não me encaixo em nenhum desses tipos de pessoas. Não sou corajosa o suficiente para sempre seguir meu coração e nem fria o suficiente para poder ser tão racional. O que eu vejo?Eu não me permito ver as coisas como elas realmente são...simples. Tenho o costume de usar lentes caleidoscópicas que me levam a uma verdade totalmente subjetiva. Eu me entendo dentro de mim, mas eu não me entendo dentro do mundo. Eu basicamente vivo nessa luta interna entre a covardia do meu coração, a falta de firmeza de meus pensamentos e minhas lentes caleidoscópicas. E vivo na luta externa com o mundo, pra tentar deixar de ser tão complexa e simplificar as coisas. Tantas lutas com um único objetivo: buscar a felicidade minha e de quem me cerca."
Clarice Lispector


Tentando entender a minha própria complexidade,pra depois tentar entender a complexidade alheia...mas a minha complexidade anda tão complexa,que talvez a complexidade alheia seja mais fácil de se compreender...

Cada dia mais existencialista ou niilista...?Nietzsche talvez dissesse que eu me encontro num estágio intermediário: entre a fase do camelo e a fase do leão.

Tentando também desvendar os imprevistos da existência,mesmo sabendo que eu nunca vou desvendar...Seria a minha realidade complexa e subjetiva,uma realidade ilusória?

Hoje eu estava lendo um outro blog,e vi um post que através de um fato cotidiano conseguiu traduzir tão bem o que eu vinha pensando há long long time...foi o seguinte: a dona do blog estava brincando com um daqueles cubos mágicos...aqueles quebra-cabeças coloridos...e aí ela traçou como objetivo concluir uma face do cubo,e escolheu a cor vemelha. Ela passou um tempão tentando concluir o lado vermelho,ficou obcecada...mas não conseguiu. Aí ela desistiu e jogou o cubo de lado...quando o cubo caiu e ela olhou,ela tinha concluído o lado amarelo...mas estava tão obcecada pelo vermelho que tinha passado um tempão e ela mal notou o êxito no amarelo. Sacou? Acho que eu venho fazendo isso há teeeempos...me fixei muito no vermelho...agora preciso descobrir como andam as outras cores! Éééé...eu tô um saco hoje!

Esses períodos de transição sempre me deixam assim...me perdoem a minha crise número 3.492,mas eu precisava ''passar pro papel''...

um beeeeijoooooooo (se é que alguém entra nesse blog,né?)

domingo, 10 de maio de 2009

Le Petit Prince



"Eis que um dia apareceu uma raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando ao redor, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, - debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa- ela respondeu.
- Vem brincar comigo. - ele propôs. - Eu estou tão triste.
- Eu não posso brincar contigo. - Disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa. - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer isso..."cativar"?
- É algo quase sempre esquecido. - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- "Criar laços"?
- Exatamente. - disse a raposa - Tu não és ainda para mim senão um garoto igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender. – disse o pequeno príncipe.
A raposa retomou seu raciocínio:
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Tudo é sempre tão igual. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse musica. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? O trigo pra mim não vale nada, eu não como pão! Os campos de trigo não me lembram coisa alguma, e isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo.
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor...cativa-me! – ela pediu.
- Não tenho tempo! – disse o príncipe - Ainda tenho muitas coisas a conhecer!
- a gente só conhece bem as coisas que cativou. – disse a raposa. – os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me.
- Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
- Ah...é preciso ser paciente. – respondeu a raposa. – tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei de canto de olho, e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará mais perto...
Assim, com o passar dos dias, o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah, eu vou chorar.
- a culpa é tua. – disse o principezinho. – eu não queria te fazer mal; mas tu que quiseste que eu te cativasse.
- Quis. – disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! – disse ele.
- Vou. – disse ela.
- Então, não terás ganhado nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo.
E depois, acrescentou:
- Te dou de presente o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Agora, eu sou responsável por ti, e tu és responsável por mim."


Dispensa ou não dispensa explicação...?
Hoje,não vou escrever mais do que isso:deixo o Saint-Exupéry falar por mim...